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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Não leve seu Ego tão a sério




Não leve seu Ego tão a sério 

 A Criação não tem apegos, nem mesmo a si. Ela é abundante em gerar, mas também em destruir, pois não necessita realimentar-se daquilo já criado, uma vez que é constante e sempiterna. O ato de continuar a afirmação do que já está consumado gera permanência e, por conseguinte, conflito. E disso a Criação não sofre. 

 O ser humano então, como uma personificação da própria Criação, se deseja experienciar a vida de maneira abundante e liberta, deve agir em total desprendimento com relação a si mesmo e à sua segurança. O falso eu é parte de sua criatividade, portanto está consumado. 

 Comumente costuma-se afirmar de maneira persistente a existência do ego, mesmo através da negação. Em ambos os casos, na afirmação ou na negação, há uma realimentação da existência do falso eu, ainda que sendo subjetiva e não alheia ao próprio Ser. Logo, o falso eu se fortifica, mas em contrapartida o Eu Profundo se enfraquece, pois se afasta do centro. 

 O ego então não deve ser levado tão a sério. Sendo uma cria, deve-se deixá-lo como está, lançado à sua própria sorte, pois esse é o caminho da transformação pessoal e profunda. Dando-se atenção ao ego, de forma positiva por meio do egocentrismo, de forma negativa por meio do combate interior, ele perseverará. 


Torne-se então alheio ao ego para que possa refreá-lo. Apenas no desapego a respeito de si mesmo é que o falso eu irá aos poucos deixar de estar presente. Logo, ele tornar-se-á impermanente, assim como todos os frutos da Criação. Uma vez que o Caminho é desprendido, assim deve ser também o homem. 

 Tudo o que permanece é inconstante, pois estanca. Tudo o que impermanece é constante, pois se move e se transforma. Assim é o Universo, assim é a Fonte, assim deverá ser aquele que anseia por liberdade. 

 Levar-se a sério é o caminho da permanência. Não há progresso, pois o espírito para e a matéria trava no psiquismo adoentado de outrora. Isso leva à prisão física. Logo, mesmo após a morte, há a permanência do ego e isso impede que o Ser procure novos ares, voltando ao ciclo da inconstância, do renascer inconsciente. Há então aqui um grilhão impedindo a verdadeira liberdade espiritual. 

Superar a si mesmo é tornar-se incerto, espontâneo e desprendido. Esse é o caminho para a libertação das correntes físicas e da ilusão pessoal. 

 Marcos Keld

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