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sábado, 28 de maio de 2016

KRISHNA E O VALOR DA EQUANIMIDADE AFETIVA

KRISHNA E O VALOR DA EQUANIMIDADE AFETIVA

KRISHNA E O VALOR DA EQUANIMIDADE AFETIVA

 Quando ouvimos a palavra valor, vêm a nossa mente algo relevante ou fundamental. Cada um de nós têm uma escala de valores, aos quais nos mantemos fiéis. Porém, para além dos valores subjetivos que cada um possa ter, e para além daqueles que nascem e morrem, há uma série de valores que não muda nunca, que é atemporal. Aqueles valores pessoais, que vão mudando de acordo com o tempo, o lugar ou a circunstância, podem ser chamados de moral. Os que não mudam, chamaremos aqui de ética. Em sânscrito, dharma. 


Os valores que Krishna ensina para o príncipe guerreiro à beira do campo de batalha naquele diálogo essencial sobre Yoga que é a Bhagavadgītā, são desse último tipo: perenes, no sentido que não envelhecem nem saem de moda (ou não deveriam sair), e universais, no sentido de que valem para todas as pessoas e em todas as circunstâncias. Esses valores, não obstante, não existem como fins em si mesmos, mas como condições através das quais podemos nos qualificar para o autoconhecimento, que conduz a mokṣa, a liberdade. 

 A palavra valor se diz jñāna em sânscrito. Swāmi Dayānanda escreveu um livro notável, chamado O Valor dos Valores, que explica detalhadamente, estes vinte valores fundamentais cultivados pelo sábio. Deixo aqui um breve resumo de um desses valores, desde já pedindo desculpas pela brevidade das explanações, já que o assunto é profundo e extenso. 

 A estrofe da Bhagavadgītā diz: 

 asaktir anabhi-ṣvaṅgaḥ putra-dāra-gṛhādiṣu | nityaṃ ca samacittatvam iṣṭāniṣṭopapattiṣu || 13.10 || 

 “ausência de apego à ideia de posse, ausência de apego em relação aos filhos, o cônjuge, o lar e outros, equanimidade constante independente da realização do desejado ou do não desejado.” 

Equanimidade Afetiva é a atitude que neutraliza o excesso de emotividade e apego, como o que podemos nutrir pelos nossos filhos, nosso cônjuge, nossa casa ou nossas coisas. Isto não significa que não devemos cuidar daqueles que amamos, mas evitar projetar nessas pessoas (ou no lar), nossas carências e inseguranças. Equanimidade nos afetos, assim, é cultivar cuidado e compaixão em relação às pessoas e coisas, mantendo a objetividade e o desapego. 

 Pedro Kupfer 

www.yoga.pro.br

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