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"Que nunca te falte amor... mas, se faltar, sabes onde me encontrar."

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Como eliminar o sentimento de ira, raiva, ódio, do coração? Trazendo mais amor até pelas experiências diárias que são vistas como sofrimento?


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Como eliminar o sentimento de ira, raiva, ódio, do coração? Trazendo mais amor até pelas experiências diárias que são vistas como sofrimento?

Muitas vezes o sentimento de ira que é colocado para fora nas relações, é reflexo da luta interna consigo mesmo. Há aspectos seus, interiores, que não gostaria de aceitar, que não aceita em si mesmo. E essa ira, essa raiva, é nada mais do que o sentimento que você nutre por si mesmo por não aceitar alguns fatos, alguns comportamentos, algumas atitudes, a respeito de si mesmo. O instinto de defesa, o ego, projeta esse sentimento para o externo, nas relações, e faz com que veja as experiências diárias como dor, como sofrimento.

 São dois aspectos ligados um ao outro, mas que são tratados de forma independente. Vocês trabalham para eliminar os aspectos interiores que não desejam mais nas suas vidas, mas ao mesmo tempo há aquele sentimento de rejeição. O sentimento de rejeição, quando é o motivador da mudança, acaba causando explosões de ira, raiva, insatisfação.


O ser humano sabe que ele tem uma parcela de “culpa” no que vê materializado no externo, mas projeta esse sentimento de revolta para o externo, pois dessa forma é mais confortável, mais aceitável para si mesmo. Novamente olha para fora sem antes olhar para dentro de si mesmo.

O sentimento projetado para o externo, é reflexo do sentimento interior, que, mesmo que seja negado, seja rejeitado, ele existe. Pois no inconsciente ele avisa o tempo todo de que você tem uma parcela de culpa por aquilo que julga.

Você julga o seu ambiente por ser pesado, mas você, ao pensar isso está construindo formas-pensamento pesadas para o ambiente. Então você é co-responsável pelo externo.

Quando pensamos de uma maneira macro, se observarmos o momento político em alguns lugares, quando observamos os movimentos de protesto, rebeliões, guerras... todos esses veículos de explosão de sentimentos de revolta, de ira, de insatisfação, são nada mais do que a externalização da revolta interna por não admitir a si mesmo que é responsável pelo objeto da sua ira.

Enquanto respira, nesse planeta, és responsável por tudo o que aqui ocorre. Você é sempre responsável por tudo o que está em sua volta. Pois é atraído exatamente para o local e momento presente onde deve estar, para que então trabalhe a aceitação dos seus aspectos inferiores, negados a si mesmo, e que estão contribuindo para a materialização daquele ambiente externo.

Portanto, de nada adianta reclamar ou revoltar-se ao ver injustiças, se você nega a si mesmo as injustiças que comete.

Dentro de um pequeno exemplo, no âmbito da alimentação, podemos trazer um exemplo, apenas para que seja compreendido o ensinamento: muitos de vocês se julgam porque se alimentar de carne fere outro animal. E isso é fato. De fato, que alguns processos de morte são bárbaros. Mas, e quando lembramos da ferida que você causou no coração de alguém? Você sabe a dimensão e a profundidade de um ferimento na alma?

Quem disse a você que um ferimento no corpo físico é mais grave do que um ferimento na alma? Quando você julga, reclama, culpa, condena, maltrata, critica, você está criando feridas no campo áurico daquele que é objeto das suas acusações.

Você é levado na onda do momento, onde é mostrado a você que deve atirar pedras naquele político, ou naquele assassino, agarrando-se na sua razão, e na razão da grande massa da população, e daí nascem as rebeliões e protestos, que são manifestações de crítica e de ira. Mas você não causa sofrimento a um animal, no seu corpo físico, para alimentar-se dele.

Louvável a atitude perante os animais, de olhá-los como seres que fazem parte da criação, dignos de respeito. Mas em que eles se diferem daquele que é o objeto da sua crítica? O fato de você ter compreendido que deve olhar os animais como seres dignos de respeito, lhe dá direito de causar feridas nos campos áuricos daqueles que você acusa?

Assim são todas as ações que os humanos realizam, no geral. Que não compreendem a dimensão dos seus atos, de suas palavras.

E trago aqui essa forma de compreensão, em palavras claras e com exemplos, para que seja compreendido o motivo de ainda existir o sentimento de insatisfação com o meio. Com o meio onde vive e por aqueles que fazem parte desse meio. Essa é a causa raiz de não conseguir irradiar o amor nesses ambientes, e dominar o sentimento de ódio e revolta.

Falta amor. Falta amor por si mesmo. Pois de forma inconsciente, você sabe que mora dentro de si essa verdade, a verdade de que você causa sim o sofrimento de outrem através do seu pensamento de insatisfação, através da sua energia de reclamação.

A multiplicidade de relações, a profundidade de dimensões, não pode ser compreendida pelo olhar restrito da matéria. Ela é apenas compreendida quando está conectado no coração a irradiar amor em palavras, atos, pensamentos.

Como irradiar amor em meio a esses ambientes, dominando o sentimento de ira? Primeiramente será admitindo a si mesmo a sua responsabilidade por tal ambiente estar envolvido em energias densas. Pois essas energias densas partem de você mesmo. Quando muda de posição, passando a se colocar como um agente transformador e responsável pelo meio onde vive, aí começa a transformação.

Começa a trabalhar a auto aceitação, até dos aspectos negativos, para aprender a olhar com amor também a densidade de outrem, pois sabe que se existe a densidade, é porque você faz parte nisso, é porque você enxerga tal densidade.

O coração irradiado de amor, verdadeiro em si mesmo, não vê a densidade, não sente a densidade, vê apenas amor, vê apenas paz.

Michele Martini

Fonte: www.pazetransformacao.com.br

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