
Como ser a nossa própria verdade?
Trazemos dentro de nós, já desde a infância, a cobrança por
nos ajustarmos a padrões pré-estabelecidos da sociedade.
Esses padrões são aqueles que recebemos de forma intensa dos
nossos pais, nas escolas onde estudamos. E que, a grosso exemplo, podemos
refletir no fato de usarmos roupas, cortarmos ou não os cabelos, fazermos ou
não a barba, vestirmos roupa de menino ou de menina, etc.
Esses são exemplos
pequenos, mas que podem ser expandidos de forma macro. Pois o mesmo
condicionamento mental que nos mantém na prisão que criamos a nós mesmos, de
seguir esses padrões, que são tão aceitos por nós que já deixamos de tentar
mudá-los, e tomamos gosto por os seguir, há também aqueles outros padrões que
por vezes não percebemos, mas que também estão gravados em nós, que nos repetem
o tempo todo que podemos ou não podemos ser algo que realmente almejamos.
Passamos por muito tempo das nossas vidas, observando os
exemplos que foram trazidos pelos nossos pais e pela sociedade. Estamos
inseridos aqui, nessa experiência, que nos afirma a todo o tempo que é
necessário receber um dinheiro e ter certo reconhecimento para que seja de fato
feliz. É reafirmado a nós que o padrão de corpo físico aceito pela sociedade é
aquele do ator da novela. Ou mesmo também ter aquele carro ou aquela casa, ter
aquela imagem da família feliz, do comercial de margarina.



