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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

O Nível do Ser

 


O Nível do Ser


 

“Qual é o objetivo real de nossa existência? Para que estamos aqui? Por quê?

Isto é algo que devemos elucidar com claridade meridiana; isto é algo que devemos sopesar, analisar, julgar serenamente.

Vivemos, no mundo, com que objetivo? Sofremos o indizível para quê? Lutamos para conseguir isso que se chama pão, agasalho e abrigo e, depois de tudo, o quê?

Em que ficam todos os nossos esforços? Viver por viver, trabalhar para viver e logo morrer é, acaso, algo maravilhoso? Em verdade, amigos, faz-se necessário compreender o sentido de nossa existência, o sentido do viver.

Há duas linhas na vida: a uma delas poderíamos chamar horizontal, a outra, vertical. Elas formam uma cruz dentro de nós mesmos, aqui e agora, nem um segundo mais adiante, nem um segundo mais atrás.

Necessitamos objetivar um pouco estas duas linhas.

A horizontal começa com o nascimento e termina com a morte; ante cada berço existe a perspectiva de um sepulcro, tudo o que nasce deve morrer.

Na horizontal está todo o processo do nascer, crescer, reproduzir-se, envelhecer e logo morrer.

Na horizontal estão os vãos prazeres da vida: licores, fornicações, adultérios, etc.

Na horizontal está a luta pelo pão de cada dia, a luta por não morrer, por existir sob a luz do sol.

Na horizontal estão todos esses sofrimentos íntimos da vida prática, do lar, da rua, do escritório, etc.

Nada maravilhoso pode nos oferecer a linha horizontal.