AS
MÃES DO PLANETA NO CONTROLE
Juan
Moliterni
07 de
outubro de 2026
“Vocês
entram numa situação em que talvez as mães do planeta tenham o controle.”
É uma
metáfora, não um slogan.
“É uma
metáfora que significa que haverá outra força de intenção, metas e propósitos,
diferentes dos que existem agora.”
Não se
trata de uma mudança de governo ou de um gênero substituindo o outro, mas de
uma nova intenção que está começando a influenciar as decisões mundiais.
“Talvez.”
A
abordagem prática é muito simples: “E se perguntássemos às mães: o que vocês
desejam para este planeta?” A resposta imaginada é praticamente unânime e não
requer nenhuma teoria:
“Não
queremos que nossos filhos passem fome, não queremos que nossos filhos estejam
em guerra, queremos um mundo melhor para eles. Queremos paz.”
Nada
disso precisa se tornar uma ideologia. É, simplesmente, um dos desejos mais
básicos e universais daqueles que se importam com a vida: proteger o que
continuará após eles e garantir que as gerações futuras encontrem um mundo mais
digno do que aquele que herdaram.
Por que
essa intenção pode se tornar decisiva agora? Porque ela não surge do nada.
“Essa é a energia avassaladora da bola de neve que vem rolando ladeira abaixo
há muito tempo.”
Uma
bola de neve do tamanho de uma casa já não pode ser facilmente parada e, à
medida que rola, continua a acumular massa e energia. Nesse caso, o que ela
incorpora são “resultados benéficos, compreensão; carrega amor, carrega ações
compassivas, carrega muitas coisas que você não espera, porque você nunca
esteve lá”.
A
energia antiga, por outro lado, precisava manter as pessoas repetindo os mesmos
padrões, porque “quanto mais tempo a energia antiga conseguir mantê-las fazendo
as mesmas coisas, mais dinheiro se ganha”, e daí surge também “a capacidade de
controlar”.
A
imagem-metáfora das mães do planeta com controle representa precisamente o
movimento oposto: uma intenção orientada para o cuidado com a vida e não
exclusivamente para o lucro, a competição ou a dominação.
Os
sinais dessa transição já começam a surgir. Eles aparecem no tipo de liderança
que as pessoas estão começando a escolher, buscando “as qualidades compassivas
que você começa a exigir”; em empresas que entendem que “não estão lá apenas
para vender coisas, mas também para ajudar as pessoas enquanto o fazem”
Em
jovens cada vez mais interessados “em sua própria evolução de consciência”; e
até mesmo em uma futura transformação de regiões historicamente assoladas por
conflitos, levando a um Oriente Médio que “não ensinará mais a seus filhos quem
são seus inimigos ao nascer”.
“É uma
transição de um mundo em preto e branco para um mundo colorido.”
Mas
qualquer mudança dessa magnitude inevitavelmente nos leva ao desconhecido. E
então surge a pergunta: qual é a sensação de caminhar em direção a algo que
ainda não conhecemos? Pode haver medo, ansiedade ou incerteza.
No
entanto, “deveria ser uma sensação boa”, porque o desconhecido para o qual se
caminha contém “mais benevolência”. Portanto, talvez a verdadeira questão não
seja como é a sensação de entrar no desconhecido, mas sim: “Como é a sensação
de caminhar em direção à benevolência?”
~
Juan Moliterni
Formatação
e tradução – Blog De Coração a Coração
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STELA

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